Em defesa do Mercado Publicitário

O Sinapro-RS (Sindicato das Agências de Propaganda no Estado do Rio Grande do Sul) irá se juntar às demais entidades do mercado publicitário e brasileiro, no sentido de promover uma interação positiva com o Governo Federal para esclarecer o papel relevante desempenhado pelas agências de propaganda na cadeia produtiva da Comunicação. “O Plano de Incentivo é uma verba regulamentada pelo CENP (Conselho Executivo das Normas-Padrão) e está redigida há anos, dentro das normas. Só vai para as empresas quando está em contrato”, afirmou o presidente do Sinapro – RS, Fernando Silveira.  Ele também disse que sua posição, enquanto dirigente da entidade, é que tudo o que está contratado e que prevê Plano de Incentivo, independentemente do percentual, precisa ser honrado. “O governo tem possibilidade de encaminhar mudanças de leis e processos. Isso é legítimo. Porém, nós não entendemos como prejudicial, mas eles podem entender”, finalizou.

 

Segundo Glaucio Binder, presidente da Fenapro (Federação Nacional das Agências de Propaganda), as associações pretendem ter uma interação com o novo governo para esclarecer suas dúvidas sobre a atividade.

 

“A Fenapro, assim como as demais entidades que compõe o sistema brasileiro de publicidade, acredita que pode ter uma interlocução positiva com o novo governo. Com relação aos planos de incentivo, vale registrar que as agências possuem quadros técnicos de muita competência e investem pesado em complexas ferramentas de pesquisa para oferecer os melhores planos de mídia e alcançar os objetivos de cada ação de comunicação. Também há um compartilhamento de cada projeto com as áreas de mídia dos clientes, cada vez mais competentes e mais técnicas. Nenhuma veiculação é autorizada sem a participação ativa dos próprios clientes. Várias categorias profissionais têm seus planos de incentivo. Isto não é exclusividade na publicidade. Com o tempo e a interação que pretendemos ter com o novo governo, certamente teremos chance de demonstrar os benefícios do modelo que tornou a publicidade brasileira uma das três melhores do mundo”.

 

Já a Abap (Associação Brasileira das Agências de Publicidade), presidida por Mario D’Andrea, emitiu um comunicado geral:

 

“A Abap pretende dialogar com o novo governo e explicar como é a atual regra de compra de mídia no Brasil, desfazendo crenças e alguns mitos de que o mercado brasileiro não possui boas práticas nesse segmento. Vale destacar que:

 

1- O nível de sofisticação dos profissionais de mídia e das ferramentas técnicas utilizadas pelas agências de publicidade brasileiras são referência no mundo.

 

2- Diferentemente do que acontece em outros países, no mercado brasileiro, nenhum plano de mídia é adquirido sem a expressa aprovação por parte da equipe de marketing do cliente, que examina várias opões e solicita alterações sempre em busca de eficiência técnica. Tudo é feito de maneira clara e profissional.

 

3- Os planos de incentivo são utilizados por quase todas as grandes atividades do país e convivem em harmonia com os fundamentos do liberalismo econômico.”

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